Durante a maior parte da minha vida, forcei demais por duas semanas e depois queimei. Eu parei. Então cheguei aos 40. Depois COVID.
No começo eu não estava pensando em saúde. Eu bebia uma garrafa de vinho todas as noites, comia pizza, estava sentado no sofá. Foi fácil. A vida foi pausada de qualquer maneira.
Então a compreensão se instalou. A normalidade não voltaria. Tudo estava fora do meu controle, exceto este corpo. Eu tive que consertar isso.
Encontrei um desafio online. Oito semanas. Cinco dias por semana. Cada sessão durou apenas 20 minutos. Foi isso. Não é necessária academia. Apenas o peso corporal e alguns itens domésticos aleatórios, como um cabo de vassoura ou travesseiros. Simples. Factível. Eu gostei disso.
Junto com o movimento, consertei meu jogo alimentar. Cansei das dietas restritivas. A fome não é um estilo de vida. Durante dois meses cozinhei em casa. Comida de verdade. Proteína magra. Vegetais. Grãos integrais. Gorduras saudáveis. Nada de jantares congelados.
A mudança foi real. Em oito semanas, o peso extra desapareceu. Músculo apareceu. Na verdade, senti energia em minhas pernas.
Mas a melhor parte não foi a mudança física. É que eu não odiei. Eu não estava sofrendo com isso. Eu gostei do processo. A consistência tornou-se sua própria recompensa. Cada semana parecia melhor que a anterior. Eu não queria parar.
Essa breve explosão de disciplina tornou-se permanente. Continuei levantando. Continuei comendo alimentos integrais.
Então comecei a correr. Só para clarear minha cabeça. Alternei caminhada e corrida. Devagar. Ao longo de alguns anos, minha resistência aumentou. Meias maratonas. Maratonas completas. Me apaixonei pela dor e pelo ritmo.
Agora é 2025. Estou perseguindo o maior objetivo até agora: A Grande Corrida Mundial.
Sete maratonas. Sete continentes. Sete dias.
A semente foi plantada no início daquele ano, observando Becs Gentry executá-la. Ela apareceu com coragem e resistência mental. Ela me fez perguntar o que era possível com preparação suficiente.
Vou completar 46 anos em novembro. Estou competindo então. Dois anos de treinamento me trouxeram até aqui.
Faltando seis meses, a corrida domina minha semana. Mas eu não apenas corro. Eu tenho um plano. Tornei-me um treinador certificado para entender o meu próprio corpo, mas conferi tudo com o treinador oficial da corrida.
A rotina semanal
- Corro cinco dias.
- Trinta a 40 milhas no total.
- Três corridas fáceis para resistência.
- Um tempo run para aumentar a velocidade.
- Uma longa corrida para criar insensibilidade mental.
O trabalho de força permanece na mistura. Eu levanto peso duas vezes por semana. Correr é simplesmente pular de um pé para o outro. Então eu treino unilateralmente. Agachamento dividido. Etapas. Levantamento terra romeno unipodal. O equilíbrio é fundamental.
Força central? Não negociável. Se o seu núcleo falhar, o seu formulário falhará. Nos dias de descanso do levantamento de peso, passo 30 minutos fazendo trabalho de estabilidade. Insetos mortos. Pranchas laterais. Cães pássaros. Isso me mantém em pé quando estou cansado.
Abastecimento e reparo
A recuperação obtém tanta inteligência quanto o treinamento.
Eu como para sustentar o trabalho. Carboidratos são combustível. Batatas. Macarrão. Arroz. Frutas secas. Estes reabastecem o glicogênio. A proteína repara os danos. Frango. Ovos. Salmão. Bife.
A recuperação ativa é obrigatória. Eu me alongo diariamente. Eu uso botas de compressão para drenar a dor. Mergulho em sais de Epsom.
O sono é a base. Vou para a cama às 20h e acordo às 4h Todos os dias. Oito horas.
Perca uma noite e todo o resto desmorona. É tão simples.
O que me faz continuar
Gosto do trabalho.
Durante anos, fui tudo ou nada. Ligado ou desligado. Essa mentalidade causou esgotamento. Eu me julguei pelos resultados. Fui rápido o suficiente? Os ganhos vieram rapidamente?
Mudei o foco. Não para o resultado. Para os hábitos diários. As pequenas melhorias. O exercício deixou de ser uma transação e passou a ser orgulho.
Eu vinculo meus hábitos.
A disciplina é apenas uma corrente.
Escolha café da manhã -> Treinar -> Comer -> Recuperar -> Dormir.
Cada link contém o próximo.
A corrente quebra às vezes. Somos humanos. Se eu pular um treino ou comer mal, não entro em espiral. Não tento consertar tudo em um dia. Eu simplesmente começo a próxima ação correta. A métrica não é quanto tempo dura a sequência. É o quão rápido você reinicia.
Eu não limito meu potencial.
Cinco anos atrás, uma maratona parecia um esforço.
Hoje, sete continentes parecem terça-feira.
O que se destaca não é um único treino. É capacidade.
Posso correr 19 quilômetros no sábado. Recuperar domingo. Levante pesado na segunda-feira. Tempo terça-feira. Ainda estou pronto.
Essa resiliência não nasceu em uma semana. Foi construído gradualmente. Através de anos de sessões de 20 minutos e paciência.
Cada desafio expandiu o que eu pensei que poderia suportar. Ainda não sei onde está o limite.
Talvez não haja um. 🏃
