Todos nós conhecemos esse amigo. Aquele que parece imune à rotina diária. O estresse sai deles. A vida bate e eles se recuperam instantaneamente. Parece fácil. Uma nova pesquisa diz que não é mágica. É a química do cérebro. E você pode ser capaz de fingir até conseguir.
A ciência da recuperação
Um pequeno estudo publicado no The Journal of Neuroscience analisou 82 pessoas. Eles aplicaram ressonâncias magnéticas a esses participantes enquanto eles faziam apostas em dinheiro. Cores e formas significavam vitórias ou derrotas. Tarefa simples. Os scanners cerebrais rastrearam os níveis de oxigênio no sangue. Eles queriam ver como as pessoas processavam as boas e as más notícias.
O resultado? Cérebros resilientes não ignoraram as coisas ruins. Muito pelo contrário. Na verdade, eles responderam mais forte a informações negativas.
Mas aqui está a reviravolta. Esses sinais mais fortes apareceram em regiões cerebrais para controle cognitivo. Melhor regulamentação. Isso permitiu que as pessoas resilientes dessem um pouco mais de peso aos aspectos positivos ao fazerem as escolhas finais. Seus cérebros processaram o medo, administraram-no e então aproveitaram a oportunidade.
“Essas diferenças no processamento de valores podem moldar… o comportamento de maneiras que tornam alguns indivíduos resilientes ao estresse”, escreveram os autores.
Como realmente é a resiliência
Pare de pensar nisso como resistência. Resiliência não é usar armadura. É uma questão de flexibilidade. Thea Gallagher, psicóloga clínica, aponta isso claramente. Você ainda sentirá tristeza. Ansiedade. Frustração. Pessoas resilientes simplesmente não ficam presas nisso. Eles se adaptam.
É um espectro. Você não é apenas resiliente ou quebrado. Você está em algum lugar no meio. Hillary Ammon observa essa variabilidade. O trauma atinge diferente. As respostas variam.
Construindo
Algumas pessoas começam com vantagem. A genética é cruel assim. Mas os hábitos são importantes. O sono ajuda. Mover o corpo ajuda. A dieta não envolve apenas abdominais com tanquinho; trata-se de estabilidade mental.
Reformule seu pensamento. Isso correu mal. E daí. Eu cuidei disso. O orgulho importa mais do que o resultado.
Exponha-se a um desconforto controlável. Tenha aquela conversa estranha. Defina um limite. Arrisque-se. Aprenda que você sobrevive. A prova é o único antídoto para a ansiedade.
Identifique seus sentimentos desde o início. Não os deixe ferver. Nomeie-os antes de atingir o pico de angústia. Intervir mais cedo.
É uma navegação prática. O estresse acontece. Isso é um dado adquirido. A habilidade é não deixar que ele desvie o volante. Você fica no banco do motorista. Mesmo quando a estrada está ruim. Especialmente quando está ruim.
