Ilia Malinin, o patinador artístico americano apelidado de “Quad God” por seu inovador quádruplo Axel, vem de uma família rica em tradição olímpica. Seus pais, Tatiana Malinina e Roman Skorniakov, foram ambos atletas olímpicos de inverno, representando o Uzbequistão na patinação artística nos jogos de Nagano de 1998 e Salt Lake City de 2002. Este pedigree não é apenas um detalhe biográfico; ele destaca como o desempenho atlético de elite geralmente ocorre nas famílias, com a genética, a disciplina e a orientação desempenhando papéis críticos.
Uma família de skatistas
Os pais de Malinin não eram apenas participantes das Olimpíadas; eles foram pioneiros por direito próprio. Malinina foi a primeira patinadora representando o Uzbequistão a receber medalha em um Campeonato ISU, garantindo o ouro no Campeonato dos Quatro Continentes inaugural em 1999. Skorniakov competiu no evento masculino nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998 e 2002, alcançando a 19ª posição em ambos os jogos. A experiência olímpica combinada oferece a Malinin uma vantagem única: treinamento direto de atletas do mais alto nível.
Da relutância ao coaching
Curiosamente, os pais de Malinin inicialmente o desencorajaram de praticar patinação artística. Em entrevistas, eles revelaram que entendiam os sacrifícios e dificuldades envolvidos no esporte e não queriam que o filho passasse pelo mesmo caminho cansativo. O próprio Malinin inicialmente preferia o futebol, mas foi direcionado para a patinação devido a restrições logísticas. Ele deu seu primeiro salto quádruplo aos 13 anos, o que mudou a perspectiva de seus pais e os levou a reconhecer seu potencial.
Agora, Tatiana e Roman atuam como treinadores principais de Malinin, ao lado do membro do Hall da Fama da Patinação Artística dos EUA, Rafael Arutyunyan. A sua dinâmica é particularmente digna de nota: Malinin atribui à sua mãe o facto de ser a mais rigorosa das duas, um padrão comum nas relações entre pais e atletas, onde as mães muitas vezes assumem um papel mais disciplinado.
Uma segunda geração
O legado atlético não termina com Ilia. Sua irmã mais nova, Elli Beatrice, também patina competitivamente, tendo atuado recentemente na divisão juvenil feminina nas Seccionais Leste dos EUA de 2025. Isto reforça a ideia de que o desempenho atlético de alto nível pode ser cultivado dentro de uma estrutura familiar, com a partilha de experiência e orientação desempenhando um papel crucial.
A história da família Malinin é um exemplo convincente de como o talento atlético pode ser transmitido através de gerações, com a experiência olímpica servindo tanto como base quanto como fonte de motivação. Sua jornada ressalta os sacrifícios, a disciplina e a dedicação necessários para ter sucesso no mais alto nível da patinação artística – um legado que Ilia Malinin continua a construir com suas próprias performances recordes.
